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Tesouros subaquáticos

Até hoje existem apenas 10 embarcações retiradas do fundo do mar (Fonte:cmcascais.com)

Até hoje existem apenas 10 embarcações retiradas do fundo do mar
(Fonte:cmcascais.com)

Muito se falou nos últimos tempos da atual crise financeira que o país atravessa e das suas escassas formas de mostrar riqueza. Mas será que a riqueza do nosso país se encontra diante os nossos olhos? Será que Portugal só pode contar com o valor dos cofres do Estado? E se houver algo valioso para além do que se encontra à superfície?

Sim, leu bem, já pensou que Portugal é o país com a maior zona costeira da Europa?

Pois bem, sendo um dos países com a sorte de ter o oceano Atlântico a fazer fronteira, o nosso país tem um historial marítimo de longa data. É reconhecido pelos livros de História, como um país de grandes feitos e conquistas.

Mas o que é feito dessas conquistas portuguesas? Onde estão os míticos tesouros que os livros contam?

Nuno Ribeiro, arqueólogo e presidente da Direção da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), explicou onde se esconde a relíquia da costa marítima portuguesa.

A costa marítima nacional abrange cerca de 943km de distância mais  os 250 km das ilhas da Madeira, a área com mais barcos naufragados é a zona dos Açores e do Rio Tejo.

Nuno Ribeiro não sabe ao certo quantas embarcações estão no fundo do mar, mas garante que existem “algumas centenas”.

Quanto ao que elas guardam é variável pois o arquelogo admite que existem tesouros escondidos no fundo do mar,  “ouro, prata, pedras preciosas e porcelanas”, são algumas peças que já foram encontradas até ao momento  mas acabam por ter “um valor mais de conhecimento do que comercial”.

O presidente da APIA diz ainda que o verdadeiro tesouro que se encontra no fundo do mar português é “o conhecimento que cada um deles nos pode dar sobre a vida das pessoas que algures no tempo navegaram nas nossas costas”.

Nuno Ribeiro refere ainda que a grande maioria dos barcos afundados deriva dos séculos XVII, XVIII e XIX, altura em que existiam os navios “torna-viagem” que serviam a realeza portuguesa no seu percurso à India, com passagem pelo Brasil, e pelos Açores, em busca de novas especiarias e peças preciosas. Acrescentou, também, que a maioria das embarcações se afundava por causa do mau tempo e do estado dos cascos de madeira .

Atualmente é possível ver algumas destas preciosidades marítimas nos arquivos do Ministério da Cultura, em Lisboa, e no antigo Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS), no mar são poucos os que se podem observar, devido à profundidade do oceano.

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