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Os escritórios do futuro

‘Out of the Office’ não é só um livro nem é apenas uma aplicação. O mais recente projeto do jornalista José Gabriel Quaresma e do empreendedor Carlos Gonçalves junta às tradicionais folhas de papel, a tecnologia.

‘Trabalhar nunca foi tão fácil’, é este o mote do livro ‘Out of the Office’ lançado em Portugal há pouco mais de duas semanas.

Inovador no tema, esta é a primeira vez que se aborda a temática dos escritórios do futuro, que combinam três modelos de trabalho: o escritório virtual, o coworking e o teletrabalho. O livro oferece ao leitor novas ferramentas para trabalhar a partir de qualquer lado.

Mas não se fica por aqui… Às tradicionais folhas de papel, que podem ser lidas por qualquer pessoa, José Gabriel Quaresma e Carlos Gonçalves quiseram juntar  uma ideia pioneira a nível internacional. O livro está formatado com uma aplicação gratuita para smartphones e tablets e os conteúdos estão em constante atualização.

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“É aquilo que eu e o Zé Gabriel Quaresma chamamos de um admirável mundo novo”, Carlos Gonçalves

 O livro já está no Top 10 do Diário Económico

Lançado em Portugal há menos de um mês, ‘Out of the Office’ já está entre os dez mais vendidos da categoria de Gestão e Economia, no ranking do Diário Económico.

Os PALOP, os Estados Unidos e Espanha são os próximos destinos desta uma nova ferramenta de comunicação que promete ter impacto à escala mundial.

É um livro que se pode ler, ver e ouvir e é 100% português. Há já quem lhe chame o guia para os profissionais do século XXI.

À conversa com Carlos Gonçalves

(Fotografia: página oficial Out of the Office)

(Fotografia: página oficial Out of the Office)

Carlos Gonçalves, co-autor do livro, aceitou falar um pouco mais sobre este projeto pioneiro a nível mundial.

Que livro é este?

Este é um livro sobre escritório do futuro. É um livro pioneiro a nível internacional, que aborda pela primeira vez a temática do escritório do futuro e fala sobre espaços de trabalho inovadores. É aquilo que eu e o Zé Gabriel Quaresma chamamos de ‘um admirável mundo novo’.

Já se diz que este livro é um guia para os profissionais do século XXI, é precisamente por isso?

Exatamente, nós também consideramos que este é um guia para os profissionais do século XXI. Não sendo um livro que tenha a ver com Gestão e Economia, em concreto, já está no Top 10 do Diário Económico. Isto demonstra que, de facto, os profissionais e as empresas estão atentos a esta temática e a estas novas formas de trabalho. Tudo isto, contribui para que sejam mais eficientes e para que as pessoas trabalhem com maiores níveis de produtividade.

A quem se destina o ‘Out of the Office’?

Não só a empreendedores, freelancers ou pessoas que estão a iniciar um negócio, mas também a empresas que já estão no mercado. Este é um livro, essencialmente, de histórias contadas na primeira pessoa. Tanto contamos aqui a história de um advogado que, no início da sua carreira profissional, se socorreu do escritório virtual para desenvolver a sua atividade, como de uma Google que foi para o Brasil através de um escritório virtual ou de uma Starbucks que se instalou em Portugal.

É um livro transversal a todas as atividades económicas e a todos os estádios de desenvolvimento das organizações. Desde o freelancer até à multinacional.

“A palavra chave deste livro é as pessoas poderem trabalhar onde quer que estejam”, Carlos Gonçalves

Como é que, ao ler o livro, se pode mudar de vida?

As pessoas vão encontrar, neste livro, ferramentas que permitem ver o trabalho de outra forma. Vou-lhe dar um exemplo, alguém que está a iniciar um novo projeto profissional… a visão tradicional é que as pessoas criem uma empresa e depois comprem ou arrendem um escritório.

No entanto, através de um serviço de escritório virtual, alguém pode ter uma morada de prestígio, uma linha telefónica com um secretariado a fazer atendimento em nome da empresa, tem um espaço onde pode receber os clientes com total profissionalismo e estamos a falar de uma solução que tem um custo muito baixo, cerca de 50 a 80 euros por mês.

É um mundo novo, um novo paradigma que este livro vem mostrar.

Além do tema estar a ser explorado pela primeira vez, este livro é inovador porque vem acompanhado de uma aplicação. Como surgiu essa ideia?

Quando estávamos a meio do livro conhecemos uma empresa que, na altura, estava a desenvolver uma aplicação de plataforma aumentada, que é a utilização de dispositivos móveis para interação com os utilizadores na visualização de vídeos e conteúdos 3D. Fomos nós que lançamos o desafio e eles aceitaram imediatamente.

A ideia de dar vida a um livro através de uma plataforma de realidade aumentada cujos conteúdos estão em constante atualização foi para nós muito entusiasmante e acabou por ser um projeto que teve sucesso. Conseguimos ter um produto muito interessante porque por um lado é um livro tradicional, pode ser lido por toda a gente, e por outro, os profissionais do século XXI podem interagir, vendo vídeos e conteúdos.

Mesmo depois do livro ser lido e arrumado, os leitores vão obter notificações da nossa parte com novos conteúdos. Isso é pioneiro a nível mundial e enche-nos de orgulho, naturalmente.

“Chegámos ao Top 10 do DN… Com um tema que, à partida, não é sexy na gíria do marketing”, Carlos Gonçalves

Onde é que já chegaram com este livro e até onde querem chegar?

O facto de estarmos no Top 10 é uma vitória e é uma enorme satisfação do Zé Gabriel e minha por termos feito um livro do qual gostámos muito.

O futuro… vai depender muito do feedback que este livro vai ter lá fora. Até agora está a ser positivo. Vamos lança-lo em Espanha, nos PALOP, nos Estados Unidos. É um livro pioneiro a nível internacional e, tendo associada esta tecnologia de realidade aumentada, julgo que estão aqui reunidos os ingredientes para um processo de internacionalização com sucesso.

Os modelos de trabalho propostos no livro contribuem, de facto, para o aumento da produtividade?

Sem dúvida. Eu posso estar a trabalhar num projeto em que preciso de ser criativo, por exemplo. É importante que eu saia e trabalhe noutro ambiente. Desde que os objetivos sejam cumpridos e atinja os resultados, isso é o mais importante.

O foco deve estar na satisfação do colaborador, desde que se cumpram os objetivos. Ganham todos, as empresas e as pessoas, é positivo.

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Patrícia Silva

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