Nacional

Ministro da Defesa defende “cultura de partilha” na UE

O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco,  defendeu novamente, hoje, a criação de “capacidades conjuntas mais fortes”  no âmbito militar entre países europeus e discorda dos que dizem  que “reformar é destruir” as Forças Armadas. 

Aguiar-Branco discursou na cerimónia de entrega dos diplomas aos  auditores do curso de Defesa Nacional do ano letivo 2011/2012, no Instituo da Defesa Nacional, onde assumiu “o risco de falar de improviso, mesmo estando presente a comunicação social”  e considerou que as nações estão atualmente colocadas perante um desafio.

O ministro afirmou “ou reforçamos as alianças de que fazemos parte ou assumimos um maior  isolacionismo”, advertindo que hoje é preciso “ter maior capacidade  de intervenção com menos dinheiro”, “esta situação não é conjuntural, é  estrutural”.

O ministro da Defesa disse que “há vozes habilitadas, qualificadas  e conhecedoras” que são contra a “capacidade de ter uma ação conjunta” e  de “partilha”, porque são “áreas muito sensíveis da soberania”, defendendo que este é “um momento nuclear” que divide “os que verdadeiramente acreditam  num projeto europeu e quem entende, com toda a legitimidade, que o modelo  europeu não é a linha de chegada”.

Sobre o novo Conceito Estratégico de Defesa, o ministro afirma que este “é adequado à realidade”, rejeitando as críticas dos  que dizem que este planeamento está a ser “desconchavado e avulso”.

“Estamos cansados, é tempo de darmos esse mergulho no realismo (…)  de olharmos com pragmatismo às condições do país hoje e nos próximos dez  anos. Tudo o resto pode servir o interesse de alguém, mas não serve o interesse  nacional”, disse Aguiar-Branco. Que criticou também, a “tendência que há para se falar disto  e dizer que se está a cortar aqui e acolá”, associando “uma ideia de reforma  a uma lógica de destruição”.

“Isso não tem o mínimo raciocínio de bom senso, porque o primeiro interessado  em que haja uma capacidade de resposta das Forças Armadas é o ministro  da Defesa, que não quer desmantelar, nem destruir coisa alguma, mas tem  a responsabilidade porque é gestor dos dinheiros públicos”, sublinhou.

Segundo o ministro da Defesa citado pela Lusa e Sic Notícias o objetivo “é aumentar a capacidade  operacional” para as Forças Armadas terem “uma intervenção mais forte  nas Forças Nacionais Destacadas”.   Concluindo que “é uma prioridade, gastámos 52 milhões de euros nos teatros de operações,  num orçamento (total do ministério) de dois mil milhões de euros, verificamos  que esta é uma área onde faz todo o sentido reforçar o papel de Portugal  no contexto das nações”.

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