Nacional

Sétima avaliação: Eurogrupo dá luz verde a Portugal

O Eurogrupo fechou, esta segunda-feira, a sétima avaliação do programa de ajustamento e libertou a tranche de 2.100 milhões de euros para ajudar Portugal.  Depois da reunião extraordinária do Conselho de Ministros no domingo, o Governo chegou a acordo com a Troika.

Gaspar vai tentar não aplicar a taxa sobre as pensões (Fotografia de: aeuropanalusofona.blogspot.com)

Gaspar vai tentar não aplicar a taxa sobre as pensões
(Fotografia de: aeuropanalusofona.blogspot.com)

Portugal vai receber 2.100 milhões de euros dos fiadores europeus. É este o valor do empréstimo que foi concedido ao país, esta segunda-feira.

Os ministros das Finanças da zona Euro reuniram e deram luz verde a mais uma tranche que faz parte da sétima avaliação do programa de ajustamento português.

Vítor Gaspar afirmou que a “decisão de libertação da oitava parcela da ajuda europeia está agora apenas dependente da conclusão dos procedimentos técnicos apropriados”, divulgou o Público.

O ministro das Finanças disse, ainda, que o acordo com a Troika ficou fechado depois da reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que aconteceu este domingo, e na qual se decidiram as últimas medidas a tomar para que a sétima avaliação fosse encerrada.

Na próxima reunião de ministros, a 20 de junho, vai-se confirmar o acordo político concluído em abril, para o prolongamento por sete anos dos prazos de reembolsos dos empréstimos europeus a Portugal, avançou o Público.

Reduzir o défice para 5,5% do PIB

O Governo comprometeu-se, perante os credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI), a tomar as medidas necessárias para que, este ano, o défice orçamental seja reduzido para 5,5% do PIB.

Gaspar vai tentar evitar taxa sobre as pensões

Para que isso aconteça, vão ser tomadas medidas como a aplicação da taxa de sustentabilidade sobre as pensões de reforma.

No entanto, esta decisão tem causado grande polémica e o ministro Vítor Gaspar explicou que “algumas medidas só serão tomas como último recurso”, citou o Expresso.

“Portugal não tem um problema de tesouraria”

O ministro das Finanças salientou, ainda, que “Portugal, felizmente, e, em particular desde a emissão (da dívida) bem sucedida a dez anos na passada terça-feira, não tem de todo um problema de tesouraria”, segundo o Expresso.

Gaspar disse, também, que a “oitava tranche não é importante por uma questão de financiamento”, mas é “extraordinariamente importante para garantir que Portugal continua a ser avaliado como um país capaz de assegurar o cumprimento do seu programa, e portanto, em boa posição para sair com sucesso do programa previsto em junho de 2014.”

Patrícia Silva

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