Internacional

Comer insetos… para matar a fome mundial

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) garante, num estudo divulgado esta segunda-feira, que a população mundial vai atingir os 9 mil milhões de habitantes em 2050 e, por isso, vai ser necessário começar a comer insetos. Cerca de 2 mil milhões de pessoas já os comem regularmente.

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Em 2050 não vai haver carne nem peixe para toda a gente
(Fotografia de: http://www.not1.xpg.com.br)

Existem, pelo menos, 1.900 espécies de insetos comestíveis que são tão nutritivos como a carne ou o peixe e podem vir a matar à fome à população mundial. Tornam-se, assim, numa alternativa para combater o dilema da produção alimentar.

O estudo foi, esta segunda-feira, divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que assegura que podemos adiar a decisão de comer insetos mas o mais certo é que gerações futuras não tenham outra alternativa. Prevê-se que, em 2050, a população mundial atinja os 9 mil milhões de habitantes.

Os insetos são nutritivos em proteínas e podem ter maior concentração de cálcio, ferro e gorduras “boas”.  Os custos para a indústria alimentar são menores e, por isso, a FAO recomenda o investimento neste negócio.

Além disso, são animais mais eficientes porque têm o sangue frio e não gastam energia para manter a temperatura do corpo. Produzem, também, menos gases com efeito estufa e ajudam na decomposição do lixo.

O relatório “Insetos Comestíveis – Perspetivas futuras para alimentação e segurança alimentar” foi desenvolvido por um grupo de peritos e, nas mais de 200 páginas, explica como mais de 2 mil milhões de pessoas já incluem os insetos na dieta, cerca de 28% da população mundial.

Que insetos comer?

Dos mais de 1.900 insetos comestíveis, 31% são besouros ou escaravelhos. Depois vêm as lagartas (18%), as abelhas e formigas (14%) e os gafanhotos (13%), divulgou o Público. Cigarras, libélulas, térmitas e moscas também fazem parte da lista.

Segundo o i, o Japão, por exemplo, cultiva  de forma vários tipos de insetos, as larvas são as que têm mais saída.

Em África, são apanhadas mais de 9,5 milhões de lagartas por ano, num negócio que chega aos 85 milhões de dólares.

Na Tailândia, existem 20 mil produtores de grilos mas este animal não se dá muito bem em cativeiro.

As térmitas da Costa do Marfim são dos insetos mais calóricos: 100 gramas de carne equivalem a 535 quilocalorias. Comem-se fritas ou fumadas mas no Quénia já se vendem em bolachas, queques ou salsichas.

O i explica, também, que as moscas são o “caviar mexicano”. Ovos de moscas de Texcoco, no México, são verdadeiras iguarias.

Quanto às formigas, comem-se fritas e em molhos. Usadas como, por exemplo, condimento em sopas de peixe ou até pelas propriedades medicinais que oferecem.

Patrícia Silva

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