Nacional

Colégios GPS chumbados

Depois das irregularidades detetadas, esta quarta-feira, nas seis auditorias feitas aos colégios do Grupo GPS, o Ministério da Educação enviou os relatórios à Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. O ministro Nuno Crato adiantou, também, que os estabelecimentos vão ser obrigados a devolver aos pais as taxas cobradas ilegalmente.

Grupo GPS liderado pelo ex-deputado do PS, António Calvete. Tem 24 colégios,13 financiados pelo MEC (Fotografia de: primeirasaprendizagens.blogspot.com)

Grupo GPS liderado pelo ex-deputado do PS, António Calvete. Tem 24 colégios,13 financiados pelo MEC
(Fotografia de: primeirasaprendizagens.blogspot.com)

Entre as irregularidades encontradas na inspeção aos colégios do Grupo GPS estão a cobrança de dez euros de taxa de matrícula, a falta de professores, os horários desadequados (superiores a 8h de trabalho), os elevados preços praticados nos bares das escolas e várias multas cobradas indevidamente. A informação foi, esta quinta-feira, avançada pelo i.

A Inspeção Geral da Educação fez inspeções a seis dos 13 colégios do Grupo GPS. Nuno Crato, ministro da Educação e Ciência, já enviou os relatórios para a Comissão Parlamentar.

Segundo o i, Crato anunciou, ontem, que: “foi recomendado às escolas a cessação dessas práticas, bem como a devolução dos valores em causa aos alunos e encarregados de educação.”

Queixas contra as escolas foram entregues em janeiro

Quatro meses depois de um grupo de professores, do , ter feito queixa das escolas no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, o processo avançou.

Em janeiro deste ano, os professores acusaram os estabelecimentos de indícios de corrupção, quanto ao financiamento público do Grupo GPS.

Ilegalidades

O jornal i, que teve acesso ao relatório, garantiu que nos colégios Rainha Dona Leonor, Santo André, Vasco da Gama, Miramar e D. João V foram cobradas “taxas ilegais para compensar despesas administrativas com matrículas ou renovações das inscrições”, procedimento ilegal em escolas públicas.

Cerca de 85% dos professores, em diferentes colégios, trabalham mais de oito horas diárias e com períodos de aulas consecutivos, isto é, sem pausas. Em todas as escolas GPS inspecionadas, as aulas passaram a ser, este ano, de 60 minutos, mais dez do que nas escolas públicas.

Existem ainda, em pelo menos dois estabelecimentos do Grupo, vários professores a dar aulas sem as devidas habilitações.

Os inspetores acusaram o Grupo GPS de cobrarem preços demasiado caros nos bares das escolas, não cumprindo, assim, com a sua “função de ação social”.

Mais ainda, existem turmas com excesso de alunos e outras que, por outro lado, têm menos alunos do que o permitido.

O Público, divulgou, também, que existem escolas com alunos com necessidades educativas especiais que não estão a ser devidamente acompanhados. E outros estudantes que deixaram de receber subsídio sem razão aparente.

O Grupo GPS

O Grupo GPS, liderado pelo ex-deputado do PS António Calvete, tem 24 colégios, sendo 13 financiados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC). Nos últimos dois anos recebeu, segundo o i, 81 milhões de euros do Estado.

De acordo com um comunicado do Ministério, as auditorias da tutela vão continuar.

Patrícia Silva

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