Internacional

Maduro: Obama não respeita a Venezuela

Numa entrevista publicada ontem pelo jornal francês Le Monde  e avançada pelo jornal i, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusa os Estados Unidos da América (E.U.A), de não respeitarem a Venezuela.

Na entrevista dada ao diário francês, a primeira dada a um meio de comunicação internacional desde a vitória nas eleições de 14 de abril, Maduro afirma “Obama não nos respeita”.

O presidente venezuelano assegura que nos E.U.A “há um grupo ultraconservador e terrorista”, que tem como membros Roger Noriega, ex-secretário de estado da administração Bush, o embaixador John Negroponte e o antigo embaixador dos Estados Unidos na Venezuela Otto Reich, que escapa ao controlo feito por Washington.

Os E.U.A “são governados por um aparelho militar, industrial, mediático e financeiro” e para Maduro, Obama “sorri mas bombardeia”, sendo a sua imagem aquilo que o difere do antigo presidente dos E.U.A, George W. Bush. “Nesse sentido, serve melhor os objetivos de dominação mundial dos Estados Unidos”, afirma.

“De um lado há um mundo imperial, unipolar, e do outro surge um mundo multipolar, multicêntrico, em equilíbrio, que representa o prolongamento da visão do nosso libertador Simón Bolívar”, assegura Maduro, justificando as suas boas-relações com governos ditatoriais em países como a Líbia, a Síria, a Bielorrússia e o Irão.

A Venezuela “acredita num mundo sem impérios” e relembra que a amizade com Kadhafi foi durante anos partilhada pelo antigo presidente francês Nicolas Sarkozy e pelo ex-primeiro ministro italiano Sílvio Berlusconi.

Maduro afirma que a situação actual europeia é semelhante à que a Améria Latina atravessou nos anos 90, “todos os indicadores sociais recuam o que leva a uma explosão política, a revoluções”.

Maduro avisa a Europa que “devia ter cuidado”. Para o novo presidente da Venezuela os aliados do país devem ser os chamados BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que atualmente representam “a esperança que representou a Europa” antes de “se deixar dominar pelas políticas dos Estados Unidos”.

“A Europa deve unir-se aos BRICS para impulsionar uma grande aliança mundial a favor de uma nova forma de coexistência e para que cesse o intervencionismo e a guerra”, afirmou.

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