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Violência nas escolas aumentou 54% em 2012

O número de casos de violência escolar aumentou 54% no ano passado, no distrito judicial de Lisboa, que registou 245 inquéritos, mais 86 do que em 2011.

A Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), divulgou em Fevereiro no seu site oficial, um documento onde consta a atividade do Ministério Público em 2012.

O Distrito Judicial de Lisboa, que engloba Almada, Caldas da Rainha, Cascais, Sintra, Lisboa, Loures, Oeiras, Amadora, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, além das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

O documento analisa também a coação e resistência sobre funcionários. Foram registados 970 inquéritos, representando um aumento de 40 % comparando com 2011.

A violência escolar envolve uma intenção propositada de agredir física ou psicologicamente outra pessoa. Pode manifestar-se numa agressão, exclusão social, bullying, roubo, vandalismo, entre outros, que podem ser iniciados quer por alunos quer por outros elementos da comunidade escolar.

No caso do bullying, por exemplo, este ocorre quando um aluno ou uma aluna são expostos a acções negativas por parte de um ou mais alunos.

Em Portugal, as raparigas são as maiores vítimas de agressões indiretas (como a exclusão social, por exemplo) enquanto os rapazes são mais frequentemente vítimas de agressões físicas e de ameaças.

Em 2012 Federação Nacional de Professores (FENPROF) alertou para o aumento da violência em todo o país. A FENPROF quer que a violência exercida sobre os professores passe a ser considerada um crime público.

 CASOS

Em Portugal muitos casos foram dados a conhecer através de vídeos publicados pelos próprios agressores.

Uma professora de francês da Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, foi agredida, em plena aula, quando tentava tirar o telemóvel a uma aluna. Os restantes alunos assistiram e filmaram. O vídeo está no YouTube.

https://www.youtube.com/watch?v=Z2UKBSVol_c

A escola impôs tolerância zero aos telemóveis e o caso motivou a preocupação do procurador-geral da República e chegou ao Tribunal de Família e Menores, que acabou por arquivá-lo depois do pedido de desculpas da aluna. A punição foi a transferência de escola e 30 horas de trabalho comunitário

Não é apenas dentro das salas de aula ou das escolas que estes casos de violência acontecem.

Uma aluna da Escola Secundária Alberto Neto em Queluz, foi vítima de agressão por colegas da escola, nas traseiras de um prédio, perto do Centro Comercial Colombo, depois de insultos, por ambas as partes.

http://videos.sapo.pt/5idl0LtvEPjn5y60AKfW

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