Nacional

Forças Armadas não aceitam mais ninguém até ao final de 2014

O ministro Aguiar-Branco disse, numa diretiva conhecida hoje, que nos próximos dois anos ninguém entra para as Forças Armadas. No documento, a que o i teve acesso, estão identificadas as medidas que fazem parte do plano de reforma da defesa nacional.

Até 2020, o efetivo das Forças Armadas vai ser reduzido, para menos 6 a 8 mil homens.  (Fotografia de: paginaglobal.blogspot.com)

Até 2020, o efetivo das Forças Armadas vai ser reduzido, para menos 6 a 8 mil homens.
(Fotografia de: paginaglobal.blogspot.com)

Nenhum organismo tutelado pelo Ministério da Defesa (MD) terá, até ao final de 2014, admissões de pessoal nem renovações de contratos. A medida faz parte de uma diretiva de Aguiar-Branco que está a reformar a Defesa.

Quanto a exceções, só serão autorizadas em “situações com manifesto impacto crítico” e “fundamentada justificação”, avança o jornal i que teve acesso ao documento.

Toda a reestruturação será coordenada a partir do Gabinete para a Reforma da Defesa Nacional (GRDN), um organismo que vai ser criado para o efeito.

Na passada quarta-feira o ministro da Defesa garantiu que, até 2020, o efetivo das Forças Armadas vai ser reduzido, para menos 6 a 8 mil homens. O congelamento das novas entradas e a não renovação de contratos são duas das primeiras medidas que vão contribuir para que a meta anunciada seja alcançada.

Lê-se, ainda, na diretiva que os primeiros 4 mil homens serão dispensados até ao final de 2015, as restantes saídas acontecerão progressivamente.

Os chefes da Marinha, da Força Aérea e do Exército têm de, até setembro deste ano, apresentar propostas à tutela sobre como querem aplicar as medidas no terreno.

Cortes na Defesa

A tutela determinou, também, a cativação de 3% do orçamento de todos os organismos do Ministério da Defesa, publicou o i.

Além disso, está suspensa a realização do Dia da Defesa Nacional e vão ser redimensionados, em menos 30%, os quadros do pessoal civil ao serviço das Forças Armadas e a Inspeção-Geral da Defesa Nacional, até 31 de dezembro de 2014.

A diretiva quer, ainda, agregar o Comando Operacional Conjunto e os Comandos Operacionais dos três ramos. A proposta é mudar todas as instalações para Monsanto, em vez de estarem divididas como agora – o Exército tem instalações em Loures, a Marinha no Alfeite e a Força Aérea em Monsanto. As Comunicações e Sistemas de Informação e os depósitos de material passarão todos para a mesma estrutura.

Também o parque de automóveis será reduzido em 30% e a gestão das viaturas é feita através de um único serviço.

Extinções

Até dezembro serão extintos os Estabelecimentos Fabris do Exército.

Duas das academias militares vão fechar portas, o ensino vai ser fundido num só espaço (academia) vocacionado para a “formação nas áreas estritamente militares”. Esta fusão acontecerá até junho do próximo ano.

Também nessa altura deverá estar criada a Escola Conjunta de Formação de Sargentos, comum aos três ramos.

 

Patrícia Silva

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