Fora do jogo

A sociedade do desporto

Não há melhor micro-exemplo do que devia ser uma sociedade do que o desporto. Qualquer

desporto. Em pequena, nunca fui muito dada ao exercício físico. Primeiro porque sempre tive a mania que todos os olhares caiam sobre mim, tendo eu sido sempre uma criança gordinha e desengonçada e segundo pelo trauma das aulas de educação física, onde os meninos só queriam jogar futebol e eu me sentia a própria bola. Mas ao crescer, comecei a criar um enorme gosto pelo exercício físico. Pela adrenalina de nos levarmos ao limite e de sermos sempre melhores e melhores. Acabei por perceber que isso se equipara à vida “cá fora”. A atitude do mais e melhor e a sensação de satisfação de não apenas tentar, mas sim de conseguir levar algo até ao fim.

Há pouco tempo, descobri o prazer de aliar o exercício a uma equipa. Numa equipa, estamos todos a remar para o mesmo lado. O esforço de um é o esforço de todos, as quedas e as vitórias são comuns ao grupo. No trabalho, na escola e até no dia-a-dia, há uma sensação de divisão. “Eu sou melhor do que tu, eu tenho mais e tu tens menos, eu piso-te para chegar mais longe”. No desporto, não. União é a palavra chave e essa é a maior inspiração que existe para a vida em sociedade. Não há culpados nem inocentes, há trabalho de equipa e entreajuda. Se todas as áreas da nossa vida funcionassem como um desporto, acredito que até nos conseguiríamos autogovernar.

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