Nacional

Demolição no bairro do Aleixo: restam 3 torres e 138 famílias

A torre 4 do bairro do Aleixo, no Porto, foi abaixo esta manhã às 11.13h. A implosão aconteceu sem problemas numa zona que estava previamente preparada para o efeito. O presidente Rui Rio disse que a demolição total do bairro é “irreversível”.

A torre de 13 andares caiu em 5 segundos (Fotografia de: ruioliveiraphotospot.blogspot.com)

A torre de 13 andares caiu em 5 segundos
(Fotografia de: ruioliveiraphotospot.blogspot.com)

Em cinco segundos a torre de 13 andares do bairro do Aleixo ficou reduzida a escombros, eram 11.13h da manhã.

Das cinco torres já só restam três, 192 habitações e 138 famílias. Ainda assim, o presidente Rui Rio, que, segundo o Público, desta vez escolheu o centro de operações para assistir à implosão, garante que  a demolição total do bairro é um processo “irreversível”.  Apesar disso, confessou sentir uma “mistura de sentimentos, por estar a continuar cumprir a promessa eleitoral de demolir o bairro, mas por dever respeito pela tristeza das pessoas que gostariam de poder permanecer no Aleixo, do qual recordarão coisas boas certamente”.

A demolição deste bairro é, há muito, anunciada pelo executivo da câmara portuense, no entanto, a maioria dos moradores não concorda com tais medidas.

Mesmo assim, apesar do mandato de Rui Rio estar a acabar, o presidente disse ao jornal i, que “não é possível (parar o processo), temos que levar o projeto até ao fim”. Acrescentando que a atual crise financeira tem atrasado as demolições.

Na operação, estiveram envolvidos mais de 300 agentes de segurança, coordenados pelos comandantes do Batalhão de Sapadores Bombeiros e da Polícia Municipal.

Como deitar abaixo um edifício de 13 andares em 5 segundos?

A torre 4 foi apetrechada com explosivos nos três primeiros pisos e no sétimo. Mas só isso não chega. Quase 100 sacos de plástico, com cargas explosivas e cerca de mil litros de água cada, e 16 piscinas insufláveis foram espalhados em redor da torre para minimizar o pó resultante da queda do edifício.

Os destroços da torre ficam, assim, concentrados num perímetro previamente estipulado e, por essa razão, os moradores puderam voltar a casa ainda no final da manhã.

A história repete-se

Esta é a segunda torre do bairro do Aleixo a vir abaixo. A primeira foi demolida a 16 de dezembro de 2011. Um ano e quatro meses depois chegou a vez da torre 4.

Antes de começarem as demolições, cada uma das cinco torres, com 13 andares, tinha 64 casas em cada bloco, num total de 320, onde viviam 960 pessoas em 2008 e onde se calcula que chegaram a viver 1.300, segundo o Público.

 

Patrícia Silva

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