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O pombo de Lisboa

Não sei se mais alguém reparou mas em Lisboa, há cada vez mais pombos. Parece que não param de aumentar e de ficar cada vez mais “sem-vergonha”.

Talvez já se tenham habituado à presença dos seres humanos. Já não fogem quando nos aproximamos, pelo contrário, parecem rufias à nossa espera no meio da rua que olham para nós como se fossemos uma gigante migalha de pão.

Voar dá muito trabalho. Não é possível levantar voo por tudo ou por nada quando se está a digerir o saco de milho que a “Dª Josefa” insiste em dar-lhes todos os dias. Aliás se Darwin aqui estivesse diria que a evolução desta espécie, em Lisboa, está a caminhar para se tornarem aves terrenas: uma bola de penas, de patas musculadas e asas minúsculas incapazes de voar ou subsistir sem os restos dos seres humanos.

Deixa a pensar que, de todas as espécies que habitam o país, o pombo de Lisboa é, provavelmente, a espécie que está em menos risco de passar fome.

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