Lisboa num só dia

Bairro da Madragoa

O histórico bairro da Madragoa, junto à foz do Tejo, sempre foi um bairro de cruzamento de raças e culturas. O nome deriva da presença, em tempos, do Convento das Madres de Goa.

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O Bairro da Madragoa ficou conhecido por acolher os negros que amanhavam os campos e por dar abrigo aos pescadores que fainavam no rio e, na memória dos mais velhos, ainda ecoa o pregão das varinas.

Conta a lenda que o bairro nasceu dos milhares de grãos de areia que as gaivotas transportavam para ali. A origem do nome, Madragoa, perde-se no tempo. Há quem diga que a palavra deriva d apelido de uma fidalga madeirense “Mandragem”, outros dizem que vem de “Madre de Goa”.

Em tempos a Madragoa foi local de conventos e palácios, onde viveram as Trinas, as Bernardas e as Inglezinhas. Mas foram os trabalhadores que deram vida ao bairro.

Hoje em dia a Madragoa alberga uma população de fracos recursos economicos, escolares e profissionais. Mas não é por isso que sejam pessoas infelizes. Há muita alegria no bairro.

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Uma de muitas ruas do bairro da Madragoa.
(fonte: digitalblue.blogs.sapo.pt)

Por entre as pequenas ruas, são muitos os rostos que se vão vendo. A maioria idosos, que passam o dia nas janelas a conversa sobre a vida dos vizinhos. A Madragoa é, também, conhecida por más razões entre elas o tráfico de droga.

Como a vida no bairro é difícil, há quem escolha o caminho mais fácil. As pessoas fecham-se às caras novas, é difícil chegar até elas. Contam que o dia-a-dia é sempre o mesmo, os rostos são sempre os mesmo e o medo do desconhecido paira no ar.

As crianças brincam na calçada, com bicicletas e bolas, mas a maioria está na escola. Os cafés enchem-se de rostos cansados pela vida, as mercearias são as únicas lojas que conseguem continuar abertas. Num local onde a maioria recebe o ordenado mínimo, não há negócio que dure muito tempo.

“Uma saudade do mar, tem
Seu monumento em Lisboa
Velho bairro popular
Sombrio e vulgar
Que é a Madragoa.
E reza a história que foi, lá
Numa noite de natal
Que veio a luz o primeiro
Herói marinheiro
Que honrou Portugal”, já dizia Amália.

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Vista do bairro.
(fonte: digitalblue.blogs.sapo.pt)

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Os vizinhos à conversa.
(fonte: digitalblue.blogs.sapo.pt)

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