Internacional

Presidente italiano diz não a novas eleições

O Presidente Giorgio Napolitano, garantiu ontem, não considerar sensata a marcação de novas eleições mas assegura que o país precisa de estabilidade governativa para conseguir superar a crise.

Giorgio Napolitano termina o mandato em maio mas está contra novas eleições(Fotografia da página oficial do facebook)

Giorgio Napolitano termina o mandato em maio mas está contra novas eleições
(Fotografia da página oficial do facebook)

A hipótese de convocar eleições antecipadas foi ontem posta de lado pelo presidente italiano, Giorgio Napolitano, numa visita de Estado a Berlim, à margem de um evento na Universidade de Humboldt.

O jornal i, citou o Presidente que garantiu não estar “interessado em votar de novo” e afirmou ter dúvidas “que o novo presidente se foque apenas na convocação de novas eleições. Temos que perceber como se pode dar à Itália uma solução de governo”. Giorgio Napolitano termina o mandato daqui a dois meses, em meados de maio.

Uma semana depois das eleições, o impasse governativo está a marcar os italianos. As três principais forças políticas no parlamento não conseguiram reunir o consenso do eleitorado e, com isto, os mercados internacionais foram severamente afetados.

Os dados económicos foram ontem atualizados e, segundo o i, o desemprego jovem está a atingir recordes de 39% e a dívida pública encontra-se nos 127% do produto interno.

Pier Luigi Bersani é o líder do Partido Democrático (PD) que conseguiu maioria na Câmara dos Segredos mas não no Senado. Bersani quer formar coligação com o centro-direita, de Sílvio Berlusconi. Mas Berlusconi foi acusado por alegada fraude fiscal e estes processos judiciais prejudicam a votação a favor de Bersani.

Pelo contrário, o Movimento Cinco Estrelas, liderado pelo comediante Beppe Grillo, não assume coligações e foi a surpresa destas eleições. Com uma campanha com recurso às tecnologias e à internet este movimento de protesto tornou-se na terceira força política italiana. Foi o partido mais votado, contando o facto de que os outros grupos partiam de coligações de vários partidos.

Grillo acusou, ontem, o PD de querer persuadir membros do Movimento Cinco Estrelas para suportarem o governo de centro-esquerda. Segundo ele “O Movimento Cinco Estrelas, os seus deputados, os seus ativistas e os seus eleitores não está à venda. O Bersani está acabado e não se apercebe disso”.

Patrícia Silva

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