Internacional

Itália abala mercados internacionais

O impasse governativo em Itália está a afetar as bolsas e os juros da dívida que, nas últimas horas, não param de subir, principalmente nos países do Sul.

 

Impasse eleitoral italiano contamina mercados de todo o mundo(Fotografia do site: http://vitorfernandes.pt)

Impasse eleitoral italiano contamina mercados de todo o mundo
(Fotografia do site: http://vitorfernandes.pt)

Itália acordou em sobressalto, nesta terça-feira, por causa do rescaldo das eleições legislativas que afundou as bolsas europeias e fez aumentar os juros da dívida dos países do Sul da Europa.

Não há, ainda, uma maioria clara no Senado e a esquerda venceu a Câmara dos Deputados, segundo indicam os resultados parciais e as projeções dos institutos de sondagem.  A expectativa de novas eleições tem, por isso, abalado os mercados internacionais.

Mario Monti contribuiu para o impasse nos mercados

Monti, candidato conservador, substituiu Berlusconi em novembro de 2011 e desenvolveu uma política de consolidação orçamental e austeridade que o tornou no favorito dos mercados. No entanto, o eleitorado votou contra a austeridade e Monti saiu prejudicado destas eleições.

Apesar dos resultados, o Jornal de Notícias (JN) adiantou que “o primeiro-ministro italiano em exercício mostrou-se satisfeito com os resultados eleitorais conseguidos pela coligação do centro, que lidera, que a tornam a quarta força política, apesar de uma presença quase irrelevante na Câmara dos Deputados e no Senado.”

Esquerda alerta para a “situação muito delicada” do país

Pier Luigi Bersani, chefe da coligação da esquerda italiana, assumiu que “a esquerda ganhou na Câmara dos Deputados e mesmo no Senado, em número de votos. É evidente para todos que o país enfrenta uma situação delicada.”

Segundo o JN, Itália está perante uma situação inédita no país, “com uma maioria de esquerda na Câmara dos Deputados e a inexistência de uma maioria de lugares no Senado.”

O ex-primeiro ministro, Sílvio Berlusconi, que lidera a coligação de direita, pediu ao Ministério do Interior que não declare um vencedor das eleições gerais realizadas no domingo e na segunda-feira, “devido à proximidade com a esquerda, em número de votos absolutos e expressão percentual.”

Itália ingovernável

O jornal i adiantou a reação de Berlusconi, dada numa intervenção telefónica num programa de televisão “Canale5”, que garante que “pelo bem de Itália, todos têm de fazer sacrifícios. Não creio que Itália seja governável.” Repetir eleições não é a solução para o ex-primeiro ministro italiano.

Portugal também foi afetado

Esta manhã, o índice italiano, FTMIB, caía 4,37%. Seguiram-lhe as praças de Madrid, Paris e Portugal com o principal índice, o PSI20, a perder 2,04%.

Segundo dados do Público, no campo da dívida soberana, as obrigações do Tesouro italiano a dez anos subiram para um máximo de 4,877% de juros. A dívida portuguesa também disparou, passou de 6,478% para 6,617% de juros.

Patrícia Silva

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