Nacional

Reestruturação Porto de Lisboa feita com 80% investimentos privados

O Governo apresentou, esta sexta-feira, um projeto de reestruturação do Porto de Lisboa, que prevê a transferência do terminal de contentores para a Trafaria (Almada), a concessão do terminal de cruzeiros em Santa Apolónia e a criação de uma nova marinha. O investimento ronda os mil milhões de euros, 80% dos quais suportados por privados.

Câmara de Almada vai levar o assunto a tribunal(Fotografia de: estivadoresaveiro.blogspot.com)

Câmara de Almada vai levar o assunto a tribunal
(Fotografia de: estivadoresaveiro.blogspot.com)

O novo terminal de contentores na Trafaria (Almada – margem sul do Tejo) vai, segundo o Público, “retirar de Lisboa o movimento de mercadorias por via portuária, deixando apenas de fora do projeto o terminal de Alcântara.”

A primeira fase do projeto dura cinco anos, e prevê-se que o novo terminal de contentores tenha capacidade para um milhão de TEU – cada TEU equivale a um contentor com 6,1 metros de comprimento.

Terminar e concessionar o terminal de cruzeiros em Santa Apolónia e concessionar a Marina de Lisboa, como estava previsto desde 2010, são outras das medidas que fazem parte deste projeto.

Segundo o Público, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, destacou a importância desta aposta para a economia nacional, vai reduzir os custos das exportações e criar emprego.

António Costa aplaude o novo plano

A Lusa adiantou que o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, ficou satisfeito com a decisão do Governo.

“Aproveitar o fim das concessões para desativar toda a atividade portuária entre Santa Apolónia e a foz do Trancão era uma velha reivindicação” da Câmara de Lisboa, assumiu o presidente.

Câmara de Almada condena o projeto

Maria Emília de Sousa, presidente da Câmara de Almada, disse à Lusa que o novo terminal de contentores na Trafaria é um “atentado ambiental gravíssimo” e prometeu avançar com a questão para tribunal.

A presidente garantiu que as novas propostas “não têm em conta aquilo que são os estudos e as opções de planeamento e desenvolvimento do município e da região.”

Além disso, Maria Emília Sousa questionou os investimentos privados que totalizam 80% do projeto: “é preciso perceber melhor este negócio da China e como é que, do ponto de vista da transparência da gestão pública, este projeto será desenvolvido e concretizado.”

Patrícia Silva

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