Nacional

350 novos casos de crianças com cancro em Portugal

Oito em cada dez casos de crianças com cancro têm cura se forem detetados e curados a tempo. Em Portugal a doença aparece, por ano, a cerca de 350 crianças. Hoje é o Dia Internacional da Criança com Cancro, as associações ligadas à doença alertam para a importância do diagnóstico precoce.

Leucemia e tumores do sistema nervoso são as doenças mais comuns em crianças(Fotografia do blog: http://umavida-as.blogspot.pt)

Leucemia e tumores do sistema nervoso são as doenças mais comuns em crianças
(Fotografia do blog: http://umavida-as.blogspot.pt)

Febre prolongada, perda súbita de peso, palidez, fadiga, manchas brancas nos olhos, estrabismo, cegueira súbita, sangramento inexplicável, fraturas fáceis e dores inexplicáveis nos ossos ou nas articulações são, apenas, alguns dos sintomas a que os pais devem estar atentos pois podem ser sinónimo de doença grave.

A Acreditar – Associação de Pais e Amigos da Criança com Cancro – alertou hoje para a importância que tem o diagnóstico precoce na cura do cancro infantil. O conselho surge a propósito do Dia Internacional da Criança com Cancro, celebrado a 15 de fevereiro.

“Neste dia procuramos chamar a atenção da população e das autoridades de que o cancro infantil é uma doença grave, mas quando o diagnóstico é feito a tempo tem um prognóstico de cura muito maior”, disse à RTP a directora-geral da Acreditar, Margarida Cruz. E acrescentou que “se o cancro for detetado a tempo, em cada dez crianças, oito podem ficar curadas e praticamente sem sequelas”, realçou.

350 novas crianças com cancro por ano

Por ano, são detetados cerca de 350 novos casos de cancro infantil no nosso país.

A leucemia e os tumores do sistema nervoso central são as doenças mais comuns, números da Confederação Internacional de Pais e Crianças com Cancro indicam que representam 65% do total dos cancros nas crianças.

Um dado positivo é que, segundo a RTP, Portugal é o segundo país europeu, e o terceiro a nível mundial, com mais dadores de medula óssea por milhão de habitantes.

Acreditar de portas abertas

A casa de Coimbra da Acreditar está hoje aberta ao público para mostrar o trabalho que desenvolve ao longo de todo o ano. Cativar novos apoios é o principal objetivo desta iniciativa.

Esta casa está aberta há três anos, conta com o apoio de 65 voluntários e com a contribuição financeira de várias instituições e empresas, mas a situação financeira tem sido difícil de gerir.

Maria Patrocínio, presidente do núcleo regional, garantiu à Renascença não ter “qualquer apoio estatal, o funcionamento da casa só é possível com a ajuda de todos.”

Leia ainda o artigo relacionado: A vida depois do Cancro

Patrícia Silva

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