Internacional

ONU revolta-se contra o Irão

A ONU condenou, esta terça-feira, a detenção de 17 jornalistas no Irão. Disse tratar-se de uma “violação flagrante da lei internacional de direitos humanos” e pediu a libertação dos profissionais.

Antes da nova onda de detenções, já foram presos mais de 40 jornalistas no Irão(Fotografia do morguefile.com, por Tat)

Antes desta nova onda de detenções, já foram presos mais de 40 jornalistas no Irão
(Fotografia do morguefile.com, por Tat)

São pelo menos 17 os jornalistas detidos no Irão mas, segundo o Jornal de Notícias (JN) citou, “foram emitidas mais ordens de detenção.”

A Organização das Nações Unidas não concorda com esta medida e, em comunicado, referiu que “o direito de comunicar com organizações internacionais, incluindo as não-governamentais, é um aspeto fundamental da liberdade de expressão, e usar estas acusações para realizar detenções em massa é contrário às obrigações internacionais do Irão.”

Na semana passada, o Governo Iraniano assumiu ter detido “um número indeterminado de jornalistas locais”, acusou-os de colocarem em causa a segurança do país. Estes jornalistas trabalhavam para meios de comunicação que, segundo o JN, “estão próximos  do setor reformista do regime, que se opõem aos ultra conservadores do sistema teocrático islâmico xiita, no poder.”

Os quatro peritos da ONU que se opuseram à detenção acreditam que estes acontecimentos podem estar relacionados com as próximas eleições presidenciais do país, que serão em junho, e esta seria uma forma de controlar ou mesmo acabar com a oposição.

Para além disso, acrescentaram que “estas detenções tornam-se no marco das eleições de junho de 2013, com o Governo a querer reforçar a censura e reduzir a liberdade de opinião e de expressão num momento essencial para o desenvolvimento político do Irão.”

Deste grupo de quatro especialistas fazem parte: Frank La Rue, perito para a promoção da liberdade de expressão e de opinião, El Hadji Malick Sow, presidente do grupo de trabalho sobre detenções arbitrárias, Margaret Sekaggya, especialista em defensa dos direitos humanos e Ahmed Shaheed,  ligado aos direitos humanos no Irão.

Patrícia Silva

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