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PS rejeita pressão do Estado e pretende lutar contra os “lóbis”

António José Seguro, durante uma entrevista a um programa televisivo de Negócios, mostrou-se indignado com a situação que se encontra o país, apelando para a necessidade de se ganhar coragem de reformar o Estado.

Líder do PS volta a criticar o Governo, mas salienta que não depende de si derrubar actual executivo.(Fonte:http://luispaulorodrigues.blogspot.pt/)

der do PS volta a criticar o Governo, mas salienta que não depende de si derrubar atual executivo.
(Fonte: http://luispaulorodrigues.blogspot.pt/)

O secretário-geral do PS, António José Seguro, foi entrevistado esta quarta-feira à noite durante 50 minutos, no programa Negócios da Semana na Sic Notícias pelo jornalista José Gomes Ferreira e abordou matérias como a reforma do Estado, crescimento económico e política fiscal.

“Há muita gente pendurada e é preciso coragem para reformar o Estado. Se não tivesse essa coragem, não estava à frente do PS. Quando um dia, como espero, merecer a confiança dos portugueses, a minha responsabilidade é lutar contra esse lóbis que defendem interesses privados”, disse José Seguro, afirmando ainda que tem consciência de que” há muita captura do Estado” e que a situação de reforma do governo foi gerada progressivamente, ao longo de décadas, por alguns setores da sociedade portuguesa.

O líder do PS considerou “impossível” mais aumentos de impostos em Portugal, mostrando-se insatisfeito com os esclarecimentos do executivo em matéria de cortes nas rendas excessivas, sobretudo na área da energia. António José Seguro apontou que o primeiro-ministro disse ter cortado 18 milhões de euros em rendas excessivas na área da energia, mas lamentou que, até agora, se continue a desconhecer “quanto é que cada uma das operadoras deixou de receber”.

Com base no recurso pelo Governo a receitas extraordinárias, afirmou que o défice de 2012 só será de cinco por cento.

“Em relação ao IRC, o PS apresentou uma proposta, no âmbito do Orçamento do Estado para 2012, no sentido de que os primeiros 12500 euros de lucros de pequenas e médias empresas pudessem ser tributadas não a 25 mas 12,5%, tendo em vista promover a recapitalização das empresas”, disse líder socialista.

Relativamente à criação de um banco de fomento, destinado a apoiar a atividade empresarial, o secretário-geral disse que “se o Governo admitir que o atraso da criação de um instrumento vital para o financiamento da economia não está a ser feito por cedência a pressões dos banqueiros, isso era inaceitável”.

António José Seguro disse também que a sua prioridade é a renegociação com a “troika” (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) no sentido de reajustar a economia do país.

Andreia Rodrigues

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