Internacional / Nacional

Comissão Europeia debate hoje a utilização de fosfatos no bacalhau

Noruega, Islândia e Dinamarca apresentaram proposta para inserir aditivos alimentares no bacalhau de salga húmida.

Noruega e Islândia querem adição de polifosfatos E-450, E-451 e E-452(Fonte: flickr por Chez US)

Noruega e Islândia querem adição de polifosfatos E-450, E-451 e E-452
(Fonte: flickr por Chez US)

No documento que vai ser hoje apresentado há uma alínea relativa ao bacalhau português, que utiliza um processo de secagem tradicional, com vista a proteger o bacalhau nacional da aplicação de fosfatos, anunciou o embaixador norueguês em Portugal, Ove Thorsheim, à agência de notícias Lusa, na passada sexta-feira (25).

Segundo o jornal OJE, o documento “inclui uma alínea relativa ao bacalhau português que explica o processo de secagem tradicional usado em Portugal e que indica que o uso de polifosfatos pode influenciar este processo de secagem, bem como prejudicar a cor típica, a textura e o sabor do bacalhau”.

A proposta apresentada refere, também, que para os produtores de bacalhau se adaptarem à situação, tem de existir um período de transição.
Em declarações à agência LUSA, na última terça-feira, Paulo Mónica, secretário-geral da Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) reprovou o facto de a proposta “apenas prever um período de transição para a introdução dos polifosfatos, deixando nas mãos dos fornecedores e da indústria portuguesa uma possível solução para a situação” e pediu ainda o adiamento da votação dando mais tempo para incluir no documento as alterações que Portugal defende. O secretário-geral da AIB chamou a atenção para a actual proposta “tal como está é prejudicial para a indústria portuguesa” e também para os consumidores, porque se não for possível a identificação dos produtos que têm ou não polifosfatos “pode ser atentatório, do ponto de vista dos consumidores”.

A ministra da Agricultura e Pescas, Assunção Cristas, defendeu em dezembro em Bruxelas, que aquilo que Portugal está a tentar fazer é garantir que no regulamento da utilização destes aditivos, sejam integradas as questões de certificação do bacalhau e um método específico de análise, que permita controlar a utilização ou não dos fosfatos.

Até esta tarde, pensava-se que seria hoje que a Comissão Europeia iria votar o documento, mas Frédèric Vincent, porta-voz da Comissão Europeia para a Saúde e Defesa do Consumidor, disse hoje à Lusa que “o assunto está na agenda do comité permanente, mas apenas para debate. Não haverá votação nos próximos tempos”.

Desde setembro de 2012 que a proposta sobre a utilização de fosfatos no bacalhau tem sido adiada, para que fosse possível acrescentar medidas que protejam a indústria portuguesa.

Mariana Paiva Cardoso

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