Internacional

Ministério Público brasileiro pondera prisão de donos de discoteca

O número de vítimas do incêndio na discoteca Kiss em Santa Maria, no Brasil, subiu para 233. O Ministério Público brasileiro  quer prisão dos proprietários da discoteca e dos elementos da banda que atuava em palco no momento do início do fogo.

MP

A tragédia foi o resultado de uma série de erros: da falta de saídas de emergência e de sinalização à tentativa de seguranças para impedirem a saída de clientes antes de pagarem a conta.
(Fonte: http://www.uvp.com.br)

De acordo com a imprensa local, o fogo começou durante o espetáculo pirotécnico de apresentação de uma banda. O material de isolamento acústico do espaço, feito de espuma, incendiou-se e grande parte das vítimas acabou por morrer intoxicada com o fumo. A licença de utilização do espaço estava caducada desde Agosto de 2012.

“A maior parte dessas pessoas morreu asfixiada. Elas entraram em pânico e acabaram se pisando umas às outras. A principal causa das mortes foi a asfixia”, explicou o comandante geral dos bombeiros do Rio Grande do Sul, o coronel Guido Pedroso de Melo.

Em três minutos as chamas tomaram conta de todo o recinto, provocando o pânico entre os jovens  que tentavam escapar pela única porta, segundo testemunhas, a saída estava obstruída por uma mesa e as portas não estavam totalmente abertas, o que terá feito aumentar o número de mortos.

“Fui um dos primeiros 50 a sair. No início, os seguranças, ou por não acreditarem nos gritos de fogo ou por não quererem deixar sair clientes sem pagar, não abriram as portas. Até que cinco ou seis pessoas derrubaram um segurança e deitaram a porta abaixo”, contou, primeiro no Twitter e, depois, à imprensa brasileira, o estudante de medicina Murilo de Toledo.

A falta de saídas de emergência e a tentativa de impedir que clientes abandonassem recinto antes de pagarem terá agravado a tragédia.

Quando os bombeiros chegaram, tiveram de abrir um buraco na parede para tentar retirar mais jovens da discoteca. Só às 5.00h os bombeiros conseguiram apagar o incêndio. Mas a quantidade de corpos empilhados e o risco de desabamento fizeram com que só às 7.00h considerassem a situação controlada.

A maioria dos jovens que estavam na discoteca, com idades entre os 16 e os 20 anos, eram universitários, e participavam numa festa. Eram comuns as festas universitárias neste local, que fica num bairro de classe média da cidade.

Na cidade de Santa Maria, no Rio grande do Sul, foi decretado o luto de 30 dias.

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