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Referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia em 2017

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou ontem que se vencer as próximas eleições, em 2015, vai avançar com um referendo para saber se os britânicos querem ou não ficar na União Europeia.

Primeiro-ministro britânico põe decisão sobre a permanência do país na UE nas mãos dos cidadãos em 2017

Primeiro-ministro britânico põe decisão sobre a permanência do país na UE nas mãos dos cidadãos em 2017
(Fonte: morguefile por LittleJack)

David Cameron, líder do Partido Conservador, discursou esta quarta-feira (23) em Londres, sobre a posição do Reino Unido na União Europeia (UE), defendendo uma renegociação das relações com Bruxelas.

Se o primeiro-ministro britânico conseguir a reeleição em 2015, vai avançar com um referendo, dando aos cidadãos a escolha da permanência do Reino Unido na União Europeia. Isto é, se até 2015 a União Europeia não fizer reformas que devolvam poderes ao país, não tendo que seguir à regra as decisões tomadas em Bruxelas, criticando a interferência excessiva da UE.

O objetivo principal de Cameron (que é conhecido por ser um eurocético), é renegociar os termos de adesão à UE, devolvendo alguns poderes a Londres. O primeiro-ministro tem dito que apoia a permanência da Grã-Bretanha devido aos benefícios do mercado europeu, já que 40% das exportações britânicas são na Europa.

“Quando negociarmos um novo acordo, ofereceremos aos britânicos um referendo com uma escolha simples: permanecer na EU, de acordo com essa nova base, ou sair dela completamente. Será um referendo sobre pertencer ou não à União Europeia”, precisou o primeiro-ministro, citado pela Agência de notícias France-Presse. Cameron tem travado a aprovação do próximo Orçamento da União Europeia, reivindicando cortes nas contribuições fiscais dos Estados membros da EU.

David Cameron não se limitou apenas a apresentar a lista de poderes que pretende ver devolvidos a Inglaterra, mas também, falou sobre as vantagens de pertencer à União Europeia.

O líder do Partido Conservador dá assim resposta a alguns membros do seu partido, que sempre lutaram contra a adesão à UE. “Eram as palavras que eu, durante toda a minha vida adulta, esperava ouvir de um primeiro-ministro conservador” afirmou o deputado Douglas Carlswell, membro do partido.

Já o Partido  Trabalhista defendeu que Cameron é “um primeiro-ministro fraco, que é comandado pelo seu partido e não pelos interesses económicos do país”, disse Douglas Alexander, ministro dos Negócios Estrangeiros, que defendeu ainda “não me parece que a melhor maneira de conseguir mudança num clube de 27 membros seja a de ir para a porta e exigir mudanças ou ameaçar sair”.

Mariana Paiva Cardoso

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