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Aumento do horário de trabalho não gera produtividade

Um estudo revelado esta segunda-feira, que faz a análise da média de horas trabalhadas na União Europeia, conclui que não existe uma relação consistente entre o número de horas trabalhadas e a produtividade.

Organização no trabalho poderá aumentar as melhorias na produtividade

Organização no trabalho poderá aumentar as melhorias na produtividade
(Fonte:http://www.freedigitalphotos.net)

Este estudo foi feito no âmbito dos 27 estados-membros da União Europeia. O governo tem vindo a defender um aumento dos horários na administração pública, com o objetivo de aumentar a produtividade.

No caso de Portugal, olhando para o emprego total, a média de horas trabalhadas é de 39,1, às quais corresponde uma produtividade de 65,4%, pouco mais de metade da produtividade da Alemanha, cuja a média de horas de trabalho é de 35,6 horas por semana.

“O número de horas trabalhadas é apenas uma variável em todo o processo produtivo”, diz o estudo feito pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) e “apenas a articulação saudável entre as variáveis de produção (qualificações, horas trabalhadas, motivação, identificação pessoal com os objetivos organizacionais, adequação das Tecnologias de Informação e Comunicação aos conteúdos e postos de trabalho, entre outros fatores) e os modelos de organização do trabalho existentes poderá determinar melhorias na produtividade”.

Relativamente à produtividade entre os 27 estados-membros, o documento assinala que “são identificáveis disparidades muito grandes em países com um número de horas trabalhadas semelhantes ou iguais”.

Como por exemplo a Suécia e a Letónia, o primeiro país apresenta uma média de horas trabalhadas semanalmente de 40,9 e, o segundo, de 40,8, respetivamente. No caso da Suécia, o índice de produtividade ultrapassa os 100%, e na Letónia segundo o estudo fica abaixo dos 48%.

O estudo foi ontem entregue pelo Secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, ao Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), à Frente Comum dos Sindicatos da administração pública e à Frente Sindical da Administração Pública (FESAP), que vão analisar o documento.

 

Tiago Torres

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