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Providência cautelar contra fecho da MAC em análise

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, vai analisar a providência cautelar contra o fecho da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), o documento surge na sequência de uma ação popular. O encerramento está marcado para o próximo mês de Março.

 

Providência cautelar tenta travar encerramento da MAC.Fotografia do site morguefile.com, por Anitapeppers

Providência cautelar tenta travar encerramento da MAC.
Fotografia do site morguefile.com, por Anitapeppers

Mais de 30 pessoas interpuseram uma providência cautelar para tentar travar o fecho da Maternidade Alfredo da Costa (MAC), pedem a manutenção do serviço em “defesa da saúde pública”.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou, nesta sexta-feira, que vai analisar o documento, mas garantiu que só tomou conhecimento da sua existência pela comunicação social. Paulo Macedo falava à margem da assinatura de um protocolo entre os ministérios da Saúde e da Justiça quando soube da notícia. Acrescentou que, ao longo dos anos, as providências cautelares “abundam na saúde, desde os helicópteros à contestação das receitas”.

Quando questionado sobre a tentativa de evitar o encerramento da maternidade, Paulo Macedo assegurou que existem unidades hospitalares com qualidade e suficientes para o número de nascimentos no país. “Quando temos um número mínimo de nascimentos em Portugal, quando temos outras unidades de elevadíssima qualidade, como é o caso do Hospital de Santa Maria e São Francisco Xavier, esta questão repete-se e arrasta-se, como é típico em Portugal, portanto vamos analisar a providência cautelar” – garantiu.

Subscritores defendem a “saúde pública”

O antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva e o psiquiatra Daniel Sampaio são três dos signatários da providência. Não querem ver a MAC de portas fechadas e lembram, ainda, o dinheiro que se gastou nos últimos dez anos para equipar a maternidade com material topo de gama.

Apesar disso, o ministro da Saúde afirmou: “Nós temos imensos investimentos mal feitos pelo Estado ao longo dos anos”. Mas salvaguardou que “não é o caso da MAC, que tem prestado um serviço relevante ao país”.

No documento, a que a agência Lusa teve acesso, os subscritores afirmam que a maternidade garante um elevado padrão de qualidade. Só “possível porque nessa instituição reúnem-se três fatores fundamentais: (…) a competência técnica e a dedicação” dos profissionais, “a experiência acumulada” e a “logística bem dirigida e organizada”, pode ler-se na providência.

Patrícia Silva

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