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Ânimos aqueceram no protesto dos homens da diversão

No terceiro dia de protestos, os empresários da diversão conseguiram lugar em frente à Assembleia da República. Os ânimos aqueceram mas o presidente da Associação das empresas ligadas ao setor soube acalmar os colegas de profissão.

Empresários da diversão querem ser ouvidos pelo Governo

Empresários da diversão querem ser ouvidos pelo Governo

Os carros e autocarros que todos os dias circulam na rua de S. Bento foram, hoje, substituídos por carrinhos de choque, carrosséis, matrecos e equipamentos que, normalmente, só encontramos em feiras populares.

Os empresários da diversão estão em luta há três dias porque, afirmam, estar em causa a sustentabilidade do setor. Depois de longas horas de protestos, os ânimos aqueceram e alguns manifestantes acabaram por derrubar o gradeamento de segurança. Mas a voz do líder do grupo Luís Paulo Fernandes, presidente da Associação portuguesa de Empresas de Diversão (APED), foi suficiente para acalmar os mais revoltados.

“Nós somos mais inteligentes do que eles e estes polícias não têm culpa do que nos está a acontecer. Nós não queremos um protesto violento, lutamos com a nossa voz e com o barulho que fazemos. Conheço os nossos direitos e não nos podem calar” – garantiu o presidente Luís Fernandes.

Dos 18 mil empresários ligados à diversão e dos 220 associados da APED, estão nas ruas pouco mais de uma centena de pessoas. No entanto, o presidente da associação acredita que, “amanhã e no fim-de-semana vamos ser muitos mais. Muitos dos empresários têm filhos que não podem faltar às aulas. Com o passar do tempo todos se vão apercebendo que fazem cá falta” – afirmou.

Os problemas destes homens começaram no início do ano passado. Deixaram de ser considerados “cultura” e passaram para a área do “lazer”. Com essa mudança o IVA aumentou 17% – de 6% para 23%.

Até serem ouvidos pelo Governo vão continuar a manifestar-se, em vários locais da capital. Garantem que, sem a criação de leis exequíveis para o setor, muitos empresários terão de fechar o negócio.

Patrícia Silva

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