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Em 2013… vai ser difícil encher o porquinho mealheiro

Para além dos aumentos nas faturas do gás, eletricidade, telemóveis e televisão,  também andar de carro ou mesmo de transportes públicos vai ficar mais caro este ano. 2013 trouxe consigo vários aumentos, inclusive na área da saúde. 

 

Fotografia do Morguefile.com

Bens e serviços vão aumentar em 2013.
(Fotografia do Morguefile.com, tirada por Alvimann)

O ano é novo mas a notícia de que vai haver aumentos já está gasta, por tantas vezes se repetir ao longo dos últimos tempos. Em 2013 muitos bens e serviços vão ver os preços aumentados, ainda assim, prevê-se que a taxa de inflação seja inferior à do ano passado.

A subida média será de 0,9%, o Governo, o Banco de Portugal e as Instituições internacionais esperam que este valor não cresça mais do que o previsto.

Em 2013 a eletricidade vai aumentar 2,8%, no caso da tarifa social o valor é cerca de metade, ainda assim acima da inflação prevista de 0,9%. O gás também acompanha esta tendência com uma subida de 2,5%. Estes aumentos duram, pelo menos, até ao final de Março uma vez que, a partir de agora e até 2015 – altura em que o mercado ficará totalmente liberalizado – as revisões serão feitas a cada 3 meses.

A Endesa, empresa que trabalha com o mercado livre da energia, tem defendido que um aumento da eletricidade e do gás pode estimular a concorrência. Contudo, Nuno Ribeiro da Silva, presidente do grupo, disse à Lusa (agência de notícias) que “tudo vai depender dos ajustamentos que vão ocorrer a partir de agora trimestralmente e que efetivamente tornem a tarifa regulada dissuasória para as pessoas irem procurar ofertas melhores em termos de preço e serviço”.

Ter casa não fica barato, para quem tem casa alugada as rendas mais recentes (contratos assinados a partir de 1990) sofrem um aumento de 3,4%, nos outros casos a atualização será negociada com o senhorio ou calculada segundo o valor fiscal do imóvel. Mesmo assim, boas notícias para quem paga a casa ao banco. As prestações têm caído para mínimos históricos, por causa da descida das taxas Euribor, algo que deve manter-se em 2013.

O preço da água também tem subido… mas aqui são as autarquias que vão decidir quais os aumentos que querem aplicar nas tarifas da água, saneamento e resíduos.

Falar ao telemóvel e ver televisão vai custar mais, o agravamento é de 3%. Na maior parte dos pacotes da Zon e da PT a subida é de cerca de 1 euro. Nas operadoras de comunicações móveis os aumentos são semelhantes e só começam a aplicar a partir de Fevereiro.

Na hora de sair de casa os portugueses têm de continuar a fazer contas. Quem usa o carro vai pagar mais 2,03% nas autoestradas e ex-scuts. O imposto de circulação também aumenta 1,3% nos carros menos potentes. Já quem tem veículos com motores com mais cilindrada e com mais emissão de gramas de CO2 por quilómetro passa a pagar mais 10%. A somar a isto, o mesmo dinheiro vai dar para menos litros de combustível. Aumenta o imposto sobre produtos petrolíferos que vai fazer subir o preço nas bombas, 1 cêntimo na gasolina e 2 cêntimos no gasóleo.

Mas para quem pensa que o preço nos transportes públicos se vai manter, desengane-se. Vão sofrer um aumento em linha com a inflação de 0,9%. Em Lisboa acabam os passes próprios da Carris, STCP e Metro. Quem quer usar transportes públicos na capital tem de comprar o “Navegante”, um passe mensal de 35 euros que permite utilizar os três tipos de meios de transporte.

Nem a saúde escapa a esta onda de aumentos, as taxas moderadoras sobem também elas de acordo com a inflação. Ir ao hospital vai ficar mais caro, mais 21 cêntimos em consultas de especialidade – um hospital que tem atualmente uma taxa de 7,50 deverá subir para 7,71 euros. No entanto, as consultas de medicina geral e familiar nos cuidados primários – cuja taxa moderadora é de 5 euros – fogem à regra e mantêm o mesmo preço.

Poupar vai ser difícil em 2013… alimentar os maus vícios vai sair mais caro. Como nos últimos anos, o Governo vai aumentar os impostos que incidem sobre o álcool e o tabaco. Por exemplo, se antes compensava fumar tabaco de enrolar, agora as contas são outras, custará mais 1,5 euros.

No meio de tantos aumentos estão, ainda, as indústrias alimentares que têm lutado contra esta tendência. Assim, espera-se que o leite, o pão e o café, por exemplo, mantenham os mesmos preços.

Patrícia Silva

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