Internacional

Violadores da jovem que morreu na Índia em julgamento

Foram formalmente acusados cinco dos seis homens que torturaram e violaram uma jovem estudante indiana de 23 anos. O sexto ainda não atingiu a idade legal e, por isso, vai ser condenado pelo Tribunal de Menores. O incidente aconteceu a 16 de Dezembro num autocarro, na Índia, e a jovem acabou por morrer duas semanas depois.

Fotografia retirada do morguefile.com, por Singhajay

Cinco acusados têm entre 19 e 35 anos. O sexto é menor, tem 17 anos.
Fotografia retirada do morguefile.com, por Singhajay

Violação, rapto, homicídio e tentativa de destruição de provas são as acusações formalmente feitas aos cinco homens indianos que violaram uma jovem estudante de 23 anos. Um sexto suspeito vai ser condenado no Tribunal de Menores porque ainda não atingiu a idade legal para ser julgado.

A polícia vai apresentar um relatório com mais de mil páginas contra os acusados, homens que nenhum dos advogados quer defender na barra do tribunal. Depois dos protestos públicos da Ordem dos Advogados, que tem 2.500 profissionais, o Tribunal vê-se obrigado a nomear advogados oficiosos.

Às audiências diárias, às dezenas de testemunhas e às provas forenses juntam-se a indignação nacional e a vontade de fazer justiça, tudo isto faz parte de um julgamento que se prevê que dure alguns dias.

Se os arguidos, que têm entre 19 e 35 anos, forem considerados culpados podem ser condenados à pena de morte, apesar de esta medida ser rara na Índia.

Pai da jovem quer morte para os homens acusados

O nome da jovem indiana que morreu no dia 16 de Dezembro continua guardado nas folhas do processo mas ontem o pai da estudante de medicina deu a cara e afirmou que quer pena de morte para os cinco homens acusados da morte da filha.

“Nirbhaya”, como ficou conhecida, porque a sua verdadeira identidade não pôde ainda ser revelada, foi atacada num autocarro juntamente com o namorado. Foram ambos espancados e a rapariga foi repetidamente violada com uma barra de ferro. Mais de uma hora depois, os seis criminosos atiraram as duas vítimas, despidas, para fora do veículo e o condutor ainda tentou atropelar a jovem que foi salva pelo companheiro.

A rapariga acabou por morrer treze dias depois, a 29 de Dezembro, no Hospital Mount Elizabeth em Singapura, para onde tinha sido transferida devido à gravidade das lesões cerebrais e abdominais.

ONU diz que pena de morte não é solução

Depois da revolta do povo indiano perante a morte da jovem violada, a alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, propôs um debate sobre as penas a aplicar em crimes de violação na Índia.

Em comunicado afirmou que a pena de morte “não é a solução” e apelou a que este “caso terrível” seja um fator de mudança no país.

Onda de protestos na Índia

A violência deste crime levou milhares de indianos às ruas. Na Índia a maioria dos violadores saem impunes e, por isso, o povo quer que, desta vez, estes cinco homens sejam condenados à pena de morte.

Algumas destas manifestações chegaram a ser violentas, como a que deixou 143 feridos e um morto em Nova Deli, há dez dias.

Segundo dados oficiais, a cada 21 minutos uma mulher é violada na Índia, mas os ativistas acreditam que muitas vítimas não apresentam queixa porque, na maioria das vezes, não são levadas a sério. Para além disso, os índices de condenação são muito baixos, estima-se que apenas um em cada quatro acusados chegam a ser condenados.

Patrícia Silva

Consultar artigo relacionado, aqui:

Parlamento Português condena violação e homicídio da jovem indiana

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