Nacional

Transportes públicos mais caros

Fotografia do 'Negócios Online'

Uma viagem com carregamento <zapping> nos autocarros da Carris ou no Metro de Lisboa passa a ser de 1,25€                                                                         Fotografia do ‘Negócios Online

Novo ano, novos preços. A história repete-se e, mais uma vez, vamos assistir ao aumento generalizado do preço dos transportes públicos.

O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Silva Monteiro, já tinha assumido aumentos, previstos no Orçamento do Estado para 2013. Foi publicado a 19 de Dezembro do ano passado, o despacho governamental que estabelece um aumento médio de 0,9%, confirmando o que o secretário de Estado já tinha assumido.

A título de exemplo, o passe mensal do Metropolitano de Lisboa aumentou 65% em dois anos: no início de 2011 custava 19,55 euros, com o aumento intercalar de Agosto passou para 23,90 euros e em Janeiro de 2012 subiu para os 29 euros.

Fotografia do 'Público'

Uma viagem para toda a rede do Metro e Carris, durante 1h após a primeira validação, passa a custar 1,40€                                                                                             Fotografia do ‘Público’

Ainda em Lisboa, a partir do dia 1 de Janeiro, quem utiliza transportes públicos foi obrigado a aderir ao cartão “Navegante”, que permite a circulação na Carris, Metro e CP (na zona de Lisboa), com um custo de 35 euros por mês.

Os comboios urbanos de Lisboa e do Porto também sofreram alterações: um novo tarifário por zonas o que representa, na maioria dos casos, um aumento do número de zonas percorridas e, por consequência, do preço da viagem. A companhia ferroviária justificou esta reestruturação – tanto em Lisboa como no Porto – com a necessidade de “simplificação e racionalização dos modelos tarifários” dos títulos (quer sejam bilhetes ou assinaturas), por considerar que se encontravam “desajustados”.

A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações reagiu a este aumento, afirmando ser “um assalto aos bolsos dos portugueses” e “penalizador” para as empresas. Acrescentou que “não entendem esta tomada de posição do Governo numa altura em que as empresas de transportes públicos vivem com dificuldades e os portugueses nem sequer têm dinheiro para comer e para medicamentos”.

De acordo com os dados já contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística, os transportes públicos perderam 33 milhões de passageiros entre Janeiro e Setembro de 2011 e 2012.

Deixar o carro em casa e ir de transportes públicos para o trabalho ou para a escola continua a compensar para os portugueses?                                                                                                                                                                      

Andreia Rodrigues

 

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